Claudia manaia moreira

minha história

da morte ao nascimento

Estudei no COLÉGIO MARISTA e fiz parte do meu colégio no Anglo Ribeirão Preto e outra parte no Rio de Janeiro, onde fiz meu primeiro ano de faculdade em Psicologia, retornando depois a esta minha terra natal, Ribeirão Preto.

No estágio de psicologia hospitalar na faculdade eu atendi um jovem que morreu com tumor cerebral, foi meu contato de perto com a morte de um paciente e o ambiente hospitalar, formei com convicção que desejava seguir essa área e me especializei em Psico-oncologia no mesmo local onde perdi meu primeiro paciente.

Sempre tive necessidade de me entender e fascínio pela mente do ser humano, por isso minha busca por essa atividade profissional, a qual exerço até hoje e cresço nela.

Cada ser humano é um universo único com caminhos lindos e tortuosos, sofrimentos, emoções, aventura e muito mistério inconsciente a ser desvendado no divã.

Fui por sete anos psicóloga de uma equipe de Home Care e iniciei minha profissão à domicílio: meu setting terapêutico era dentro da casa do paciente acometido por uma doença grave e incapacitante que lhe privava de sair; orientava e escutava os cuidadores; trabalhava em equipe multiprofissional; fazia o intercâmbio entre paciente e hospital; conversas com a equipe e como consequência desse trabalho acompanhei melhoras e cura e me despedi e participei da finitude de muitos pacientes.

Ao final desse ciclo de 7 anos, comecei a me dedicar mais a clínica, fiquei mais velha e meus interesses mudaram de acompanhar a morte para a dádiva de acompanhar o nascimento de um bebê e todo seu complexo familiar.

Realizo atendimento com crianças e também fiz uma Formação de Doula há 04 anos, onde me capacitei para entender sobre o parto, o nascimento, pensar no meu próprio parto, caso viesse a ter um bebê e ao fazer um atendimento na maternidade fiquei encantada com essa atmosfera.

Para quem desconhece, a Doula é uma profissional que entende dos processos físicos e psicológicos da gestação e parto e sua função é dar suporte emocional e informações para que uma mulher possa ter um parto satisfatório, ela realiza acolhimento ao casal parental, ela faz massagens e utiliza técnicas não farmacológicas de alívio da dor para ajudar a gestante no trabalho de parto.

A maternidade é um momento de intensa transformação física e psíquica e o acolhimento e suporte emocional se faz necessário nesse período e pode evitar vários percalços, como por exemplo a depressão pós-parto.

O momento do nascimento de uma criança é um momento de festa e celebração da vida para os pais e para mim. É uma emoção contagiante daquela que não temos palavras para descrever.

Gosto de fazer exercícios e atividades na natureza ou na água porque descobri nisso um bem-estar inigualável, o contato com a natureza me traz paz de espírito e uma essência com aroma de alegria, um dia lhes falarei mais sobre isso…

Como qualquer ser humano tenho meus defeitos, sou curiosa e  dinâmica e busco evolução.

Claudia Manaia Moreira